segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Critica de Eric Ditzian (MTV) sobre WTTR, segundo ele a Kristen é “uma boa, boa atriz”

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Kristen Stewart está totalmente destemida em “Welcome to the Rileys”. Esse é o ponto de partida da estréia mundial do filme no Sundance Film Festival na tarde do último Sábado. Você pode se preocupar com coisas pequenas o quanto quiser com sua representação de adolescente de 16 anos que foge e vira stripper e prostituta. Mas você não pode fugir de ver e dizer que a atriz não se expõe fisicamente e emocionalmente sem medo, e que ela não faz isso com uma maturidade impressinante e com uma capacidade que te faz acreditar.

Trabalhando em quartos de “lap dance” e em moteis desleixados de New Orleans, a personagem de Stewart (nome real Allison, nome profissional Mallory, entre outros) é uma fugitiva danificada com uma boca suja e uma idéia ainda mais suja de como fazer dinheiro. Existe muito pouco de “sexy” nesta adolescente, conforme ela é usada por homens sem rosto; a câmera pega cada pústula, cada círculo escuro abaixo de seus olhos, cada fio de cabelo pegajoso que foi exposto à muita fumaça de cigarro do strip club e xampú não suficiente (e não, ela não fica nua nenhuma vez). A vida dela está sem direção até que um vendedor chamado Doug Reily (James Gandolfini) aparece e leva Allison debaixo de sua asa.

Doug também é um fugitivo, fugindo de um colapso que aconteceu em sua vida depois da morte de sua filha de 15 anos, um trauma que deixou sua esposa Lois (Melissa Leo) fechada e se sentindo culpada. Ele “limpa” Allison, recusa ofertas de sexo, e o que se desenvolve entre os dois é uma relação pai e filha nada funcional mas doce.

O que achar de Gandolfini? Por um lado, seu Doug apresenta um encantador mix de urso e filhote de cachorro, um homem sufocado por uma perda e lutando por um motivo para levantar a cada manhã. Por outro lado, ele tenta disfarçar – assim como facilmente retoma – um terrível sotaque sulista, dependendo da cena. O resultado é uma mistura frustrante de atuações que tinha muito potencial para ser ótima.

Melissa Leo, entretanto, não é nada menos que espetacular. Com uma expressão – o fechar dos olhos, o contorcer dos lábios – a atriz consegue comunicar exatamente o que Lois está sentindo, e ainda mais, ela consegue fazer o público sentir empatia por ela. As fala de Melissa Leo são alternativamente engraçados e de partir o coração, e você se apega à ela assim como a sua incapacitante ansiedade para se juntar à Doug em New Orleans e encontrar em Allison a filha que um dia perderam a domina.

O filme, sem dúvida, tem falhas, de problemas intermitentes à argumentos rompedores que parecem surgir de estórias contadas mais propriamente das relações e desenvolvimentos entre os personagens. Mas o roteiro, ainda bem, evita os clichês e finais de livros de histórias a quais poucos filmes devem ter cedido.

Em “Rileys,” os Twilighters não vão encontrar muito que choque, em vez do cumprimento de uma promessa que Stewart vem sugerindo desde “Panic Room” de 2002: a mulher é uma boa, boa atriz.

|Fonte

 

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